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NOTÍCIAS
Mercado Europeu está aberto para inovações

 
22/07/2010
 

Michael Pfeiffer, que fará workshop no Instituto Nacional do Plástico detalha as ações mais
importantes para a empresa entrar ou ampliar negócios na Europa

Para Michael Pfeiffer, presidente da MF*MC, consultoria especializada na introdução de negócios no Mercado Europeu, qualquer produto de consumo tem boas chances no mercado europeu, desde que tenha novidade em relação à funcionalidade e/ou ao design. Também a flexibilidade é muito importante para que se consiga acompanhar as tendências em relação às cores e às formas, que mudam de modo constante e rápido. E alerta: “Para conquistar esse mercado, é preciso ser competitivo em todos os sentidos”. Saiba mais na entrevista abaixo.

EPN – Como o senhor enxerga, hoje, o Brasil e os seus produtos como oportunidade comercial no continente europeu?

R. Empresas brasileiras e os seus produtos têm boas oportunidades no mercado europeu, que está sempre aberto para novas idéias de produto e design, apesar de ser muito orientado pelo preço. Mas, a inovação é sempre um dado muito importante. Se uma empresa apresenta um produto com funcionalidades e/ou design diferenciados, as chances de êxito são muito elevadas e o preço se torna apenas uma questão secundária. A competitividade é de extrema relevância quando analisamos a concorrência do Extremo Oriente, que vende seus produtos por preços muito baixos. Por isso é que as empresas precisam se conscientizar de que a competitividade é fundamental nesse mercado.

EPN – Quais os principais passos que o senhor recomenda para uma empresa estar preparada para participar de uma feira na Europa?

R. Planejamento e preparação formam a questão-chave para uma participação bem-sucedida. Antes do evento, as empresas devem ter uma noção bem clara do respectivo mercado. Isso envolve informações gerais sobre as tendências de produtos, varejo, merchandising e compradores. As empresas precisam saber ainda para quem elas querem vender e quais são os principais compradores, que deverão ser convidados para o evento. Depois, é também recomendável fazer uma visita às lojas do país em questão, para obter uma noção melhor sobre como os produtos são vendidos. Durante o contato com os importadores, o material de vendas deve estar disponível no idioma local, bem como os preços. Depois do evento, é importante acompanhar a atuação dos compradores, que devem receber as informações solicitadas durante a negociação em, no máximo, três dias após o contato.

EPN – De que forma o produto plástico brasileiro de UD pode ampliar sua exposição no mercado europeu?

R. As exposições são parte essencial da atividade econômica na Europa. Por isso, é sempre muito positivo participar de estande brasileiro nas principais feiras, e esse é o primeiro passo para que se amplie a participação da empresa nesse mercado. O trabalho intensivo de Relações Públicas nos veículos de comunicação da Europa também ajuda muito. Quanto mais os editoriais destacarem a indústria brasileira do plástico, maior conhecimento os leitores terão sobre o setor no País, especialmente os importadores. A representação comercial na Europa é outra questão fundamental, já que os compradores preferem comprar em seu país. A participação em editoriais também contribui para estreitar as relações e manter uma comunicação permanente com os compradores e todos os formadores de opinião.

 
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