A fim de explorar novos mercados e conhecer as oportunidades de negócios para o setor de plásticos, o Programa Export Plastic foi à China conferir duas feiras voltadas para presentes, decoração e artigos para casa: a Canton Fair e a Megashow. A primeira ocorre na cidade de Guangzhou, é bienal, dura três semanas e é uma das maiores feiras do mundo. Já a segunda, a Megashow, ocorre em Hong Kong e conta com a participação de empresas de 32 países.
Segundo Marco Wydra, gerente executivo do Programa Export Plastic, os dois eventos apontaram como tendência produtos inovadores, com valor agregado. Ele sinaliza que as tendências são os produtos que ocupam pouco espaço, como os dobráveis feitos em silicone. Em ambas as feiras, foi possível encontrar desde potes, canecas e jarras, até panelas com tais características.
“O silicone ganhou espaço no mercado chinês, assim como entre os compradores norte-americanos e europeus, por ser durável, resistente e versátil”, afirma o executivo. E completa: “a utilidade doméstica feita de PE (polietileno) e PP (Polipropileno) leva a vantagem de ter um custo menor que o silicone, porém, o desafio para os transformadores brasileiros é apresentar valor agregado e inovação para competirem”.
Outro aspecto observado foi a questão ambiental. Segundo o gerente do Programa, os expositores não demonstraram muita preocupação com os produtos ecologicamente corretos. Wydra lembra que, nesse aspecto, o avanço das pesquisas brasileiras na produção de plásticos com o apelo ambiental tem sido rápido e pode ser relevante para concorrer no mercado mundial.
O executivo afirma que os eventos, apesar de contarem com grandes estandes na entrada, tinham, predominantemente, estandes de três metros quadrados, bastante disputados para a efetivação de vendas. No entanto, a busca pelo melhor design e a inovação nos produtos chamou a atenção. Segundo ele, antes, a China representava um mercado de produtos de baixa qualidade, baixo custo e grandes volumes. “Hoje os grandes volumes se mantém, porém, há um investimento maior na agregação de valor, o que faz com que tenhamos também que investir na tecnologia e inovação para que o produto brasileiro possa competir”, conclui.